segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Não quero



Não quero rapidez, quero sentar e conversar, aos goles de chá, ouvir suas tristezas. Bem-aventurado o ato de compartilhar desventuras. Não quero honrarias, sou falho deveras e sou consciente disso. Não quero ter medo, ele nos paraliza quando deveriamos agir. Não quero obedecer cegamente ao critério de autoridade, se existe autoridade, ela foi feita para ser respeitada e, sobretudo, criticada e contestada. Não quero a empáfia, sou simples demais para isso. Não quero ser competente, as minhas limitações me bastam. Talvez, seja apenas isso que quero: o bastante. Não quero que me bastam e tolham. Eu já me basto. Basta. As minhas limitações, bastam.
(Felipov)

1 comentários:

Patricia disse...

"se existe autoridade, ela foi feita para ser respeitada e, sobretudo, criticada e contestada"
Ahhh...adoro esse espirito de revolta...
kkkk

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